Este meu tempo agreste


Com o tempo soalheiro ausente, resta-nos aceitar este tempo agreste, cinzento, chuvoso.
Nesta paisagem cinzenta, estática e ao mesmo tempo agreste, há mais qualquer coisa de estranho, mais qualquer coisa que não me larga, que paira sobre mim.
Olho sem entender, olho sem ver, até perceber que esta paisagem cinzenta está vazia de vida, de cores, de sons…
Quando o sol voltar a brilhar, talvez eu consigo ser alegre quando a vida for triste, achar graça quando a vida parecer mais séria, que consiga ser mais doce quando a vida for mais amarga, que eu consiga ver sorrisos quando a vida me parecer aborrecida, amuada e que eu receba muito amor quando a vida parecer solidão.
Que venham os dias de sol, de cor, os dias adocicados, os dias calientes…
Que venham, que venham para ficar.

Este texto foi retirado do livro “Amores Clandestinos

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