A lista de todos os vencedores dos Óscares


MELHOR FILME
“Nomadland – Sobreviver na América” – Frances McDormand, Peter Spears, Mollye Asher, Dan Janvey e Chloé Zhao
Foi sem surpresa que o filme de Chloé Zhao venceu a principal categoria. Um filme que conta a história de um problema real na América.
Também para competição estavam os filmes “Judas e o Messias Negro”, “Mank”, “Minari”, “Uma Miúda com Potencial”, “O Som do Metal” e “Os Sete de Chicago”

MELHOR REALIZADOR
Chloé Zhao – “Nomadland – Sobreviver na América”

  • Sem surpresas, a realizadora venceu uma das estatuetas mais importantes. Depois de Kathryn Bigelow com “Estado de Guerra”, em 2009, é a segunda mulher a vencer o prémio. Antes disso já tinha sido feita história, porque este foi o primeiro ano a ter duas mulheres nomeadas para a categoria de realização. Além de Chloé Zhao, também Emerald Fennell estava nomeada, pelo filme “Uma Miúda com Potencial”.
    Aos 39 anos, Chloé Zhao vive nos Estados Unidos, e fez um filme sobre problemas profundos da sociedade norte-americana, mas nasceu em Pequim, China, tornando-se assim na primeira asiática-americana a vencer este prémio, bem como a primeira mulher de cor a consegui-lo.
    Este último facto pode ter especial relevância numa altura em que a sociedade norte-americana vê um recrudescer do ódio aos asiáticos.

MELHOR ATOR
Anthony Hopkins – “O Pai”
Aos 83 anos vence o segundo Óscar para Melhor Ator, depois de ter recebido o mesmo prémio pelo filme “O Silêncio dos Inocentes”.
Era um dos favoritos, e acabou por destronar Chadwick Boseman, que podia receber o galardão a título póstumo.

MELHOR ATRIZ
Frances McDormand – “Nomadland – Sobreviver na América”
Foi quem impulsionou a ideia e é uma das produtoras do filme. Frances McDormand arrecadou o Óscar de Melhor Atriz, confirmando uma gigante vitória do filme de Chloé Zhao na noite deste domingo.
Em 1997 a atriz tinha vencido o mesmo prémio, pelo seu desempenho em “Fargo”.

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
Daniel Kaluuya – “Jesus e o Messias Negro”
O ator britânico era um dos três atores negros nomeados para esta categoria, e decidiu dar um especial agradecimento à mãe e à irmã, que assistiam emocionadas na plateia.
Daniel Kaluuya interpretou Fred Hampton, um conhecido líder do grupo ativista “Panteras Negras”, que lutava pela justiça racial. Este homem acabou por ser morto pela polícia em 1969, aos 21 anos, a mando do FBI.
O discurso terminou com notória boa disposição: “A minha mãe e o meu pai tiveram sexo, e aqui estou eu”.
O britânico tinha já vencido o Globo de Ouro, e agora repete a distinção em Hollywood.

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
Yuh-Jung Youn – “Minari”
A veterana atriz tornou-se na primeira pessoa de nacionalidade sul-coreana a vencer um Óscar nas categorias de interpretação.
Aos 73 anos, mostrou-se bem disposta, contente por “finalmente” conhecer Brad Pitt (que lhe entregou o prémio) e dizendo-se honrada por vencer numa categoria em que concorria com Glenn Close.
No filme “Minari” interpreta uma avó de uma família sul-coreana que vive nos anos 80 nos Estados Unidos.
Do lado de Glenn Close, foi a oitava vez que assistiu à cerimónia como nomeada. Tal como das outras sete vezes, voltou a não vencer o prémio.

MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL
“Uma Miúda com Potencial” – Emerald Fennell
Trata-se da primeira vez que uma mulher vence o Óscar de Melhor Argumento Original em 13 anos, depois de Diablo Cody ter recebido o galardão pelo filme “Juno”.
Conhecida pela participação na série “The Crown”, Emerald Fennel estreou-se em grande no maior palco do cinema, recebendo o primeiro prémio atribuído.

MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO
“O Pai” – Christopher Hampton e Florian Zeller
Foi o primeiro filme do francês Florian Zeller, que, num discurso emocionado, relembrou a dificuldade que foi em conseguir ter Anthony Hopkins para o papel principal. O argumentista disse mesmo que a estrela era o melhor ator da atualidade.

MELHOR FILME INTERNACIONAL
“Mais Uma Rodada” – Thomas Vinterberg
Foi o filme dinamarquês quem venceu a estatueta para Melhor Filme Internacional, com um filme sobre “como perder o controlo na vida”, como explicou o realizador, que revelou uma certa experiência pessoal na ajuda para fazer a obra.
Continuando o lado pessoal, o realizador lembrou, de forma muito emocionada, a perda da filha, que morreu recentemente num acidente de carro, mas que chegou a ver o guião do filme,
Esta é a quarta vez que a Dinamarca vê um filme vencer nesta categoria, tornando-se assim num dos cinco países com mais vitórias, ao lado de Japão e Espanha (também com quatro), e atrás de França (12) e Itália (14).

MELHOR DOCUMENTÁRIO
“A Sabedoria do Polvo” – Pippa Ehrlich, James Reed e Craig Foster
Foi produzido pela Netflix, num conto entre um polvo e um mergulhador nas águas da África do Sul. O documentário demorou oito anos a ser filmado.

MELHOR GUARDA ROUPA
“My Rainy’s: A Mãe do Blues” – Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson
As duas mulheres foram as primeiras negras a vencer um Óscar nesta categoria.

MELHOR CARACTERIZAÇÃO
“My Rainy’s: A Mãe do Blues” – Ann Roth
Aos 89 anos, a figurinista tornou-se a mulher mais velha a receber um Óscar. Tinha já vencido uma estatueta pelo seu trabalho no filme “O Paciente Inglês”.

MELHOR MISTURA DE SOM
“O Som do Metal” – Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michellee Couttolenc, Carlos Cortés e Phillip Bladh

MELHOR CURTA
“Two Distant Strangers” – Martin Desmond Roe e Travon Free
“Todos os dias, a polícia mata três pessoas”. Foi assim que Travon Free pediu que a sociedade “não fosse indiferente à dor” da comunidade negra. O companheiro, por sua vez, agradeceu à Netflix, plataforma onde a obra está em exibição.

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
“If Anything Happens I Love You” – Will McCormack e Michael Govier

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
“Soul” – Pete Docter e Dana Murray

MELHOR CURTA DOCUMENTAL
“Colette” – Anthony Giacchino e Alice Doyard
Uma curta-metragem que está disponível de forma gratuita. Para ver clique aqui.

MELHORES EFEITOS VISUAIS
“Tenet” – Andrew Jackson, David Lee, Andrew Lockley e Scott Fisher

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
“Mank” – Donald Graham Burt e Jan Pascale
Era o filme mais nomeado da noite, mas acabou por sair como o maior derrotado, tendo algumas distinções nas categorias técnicas.

MELHOR FOTOGRAFIA
“Mank” – Erik Messerschmidt
Foram duas categorias de seguida para o filme mais nomeado.

MELHOR MONTAGEM
“O Som do Metal” – Mikkel E. G. Nielsen
Novo Óscar de categoria técnica para o filme.

MELHOR BANDA SONORA
“Soul” – Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste
Em jeito de curiosidade, Trent Reznor e Atticus Ross estavam também nomeados para Melhor Banda Sonora pelo filme “Mank”.

MELHOR CANÇÃO
“Fight For You” – H.E.R. em “Judas e o Messias Negro”

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