O corpo descansa


Nesta solidão que a vida nos impôs…
Os olhos fechados,
Recordam outros tempos
Em que os corpos estavam colados,
Estavam abraçados
E aqueciam um ao outro.
O corpo descansa,
Na vontade de estar junto,
Na vontade de alimentar a fome do desejo,
Da luxuria,
Do carinho,
Que agora está em falta.
O corpo descansa,
Nesta solidão que a vida nos impôs,
Mostrando que nada é garantido,
Que podemos ter hoje
E amanhã já não estar aqui,
Que tão depressa estamos,
Como de repente deixamos de estar.
O corpo descansa,
A tristeza instala-se,
A dor de não te ter do meu lado
Começa a ser insuportável…
Começa a ser difícil fechar os olhos
Com medo de não te encontrar,
Com medo de ficar só…
O corpo descansa,
Para breve estar contigo,
Para breve unir-se ao teu,
E fazer esquecer
Toda a distância e ausência
Que sentimos.

©Sónia Fernandes
Todos os Direitos de Autor reservados e protegidos nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto – Código do Autor. A autora autoriza a partilha deste texto e/ou excertos do mesmo, desde que mantido no seu formato original, e seja obrigatoriamente mencionada a autoria do mesmo.
📷 http://www.pinterest.pt & Edition by Sónia Fernandes

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