Tem dias que sobrevive-se


A vida nem sempre segue uma linha recta, por vezes segue por linhas com altos e baixos. Linhas que nos atiram ao chão e que depois nos ajudam a levantar, mas nem sempre é fácil. Tem dias que se sobrevive, em que se vai a viver entre os instantes e os entretantos. Nesta luta diária e constante, de lutas impiedosas e calamidades sociais. Onde aprendemos a retirar as pedras e os espinhos que se vão a amontoar no nosso caminho.
Vivemos num mundo sem certezas, nem garantias, mas isso jamais nos deixa satisfeitos. Vamos viver um dia de cada vez, à espera de encontrarmos uma certeza, uma certeza por alguém que faça sentido na nossa vida. E no meio destes entretantos, a vida continua. Vamos sobreviver num mundo sem alegria, porque para viver é preciso sorrir.
Sobrevive-se, vivendo uma vida paralela e deixando a nossa por vezes em suspense, em modo pausa. Deixamos a nossa vida parada, à espera de alguém que nunca se vai decidir e que nunca vai talvez chegar. Talvez um dia percebamos o porquê! Talvez um dia entenderemos que a vida não se deixa em pausa. A vida nunca para. A vida não espera por ninguém. O tempo passa, e a vida também!
Seremos nós os culpados de uma vida em modo de pausa?
Será uma ganância ao nível sentimental?
Será que é assim tão grave o nosso egocentrismo?
Na verdade, todos caçamos erros ao longo da vida. Desejamos riquezas que nos obscurecem a mente, e não se ficam só pelo materialismo, mas também ao nível sentimental. Neste universo de egocentrismo intelectual e sentimental, que ficamos confinados a um espaço isolado, cinzento e gelado.
Num reduzido espaço deste universo simbólico, existe alguém capaz de retirar-nos desta angústia em que se vive. Num mundo de sobrevivências, em que dedicamos uma parte da nossa vida ao trabalho e aos outros. E a nós? Não devíamos tirar proveito desta vida e aproveitar parte da vida para nós? O melhor que podemos ter ou receber, é a reciprocidade. Porque não devem os outros dedicar um tanto deles, como nós a eles?
Por isso digo. Protege e luta pelos teus sonhos, senão o dia passa, e eles esfumam-se!

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