Ama-me num silêncio com os olhos e coração


Olha-me com esses teus olhos de quem quer ver. Olha-me e sente a minha dor. Somos feitos de carne e osso, mas também de dor e amor. Não há amor sem dor, nem dor sem amor.
O amor pleno tem muito de dor e sofrimento, mas é também aquele que nos proporciona os momentos mais bonitos e incomparáveis que todo o casal procura ter e que marcam para toda a vida!
O amor é um barco à vela. Nem sempre os ventos estão favoráveis, mas para chegarmos a bom porto, temos de ir ajustando as velas para chegarmos a terra.
Quando o amor é incondicional, mas por qualquer motivo os ventos nos afastam ou nos distanciam, refugiamo-nos mareados de lágrimas com saudades desse amor envolto de ventos desfavoráveis ansiando ajustar as velas que nos leve a terra firme.
O vento faz andar. O vento faz mover. O vento não se vê, mas faz-se sentir. O amor é um vento que não se vê, mas sente-se por dentro e por fora. O amor é tudo aquilo o que nos faz mover. É o nosso refúgio e o nosso porto de abrigo, para nossa proteção e nos salva das tempestades deste mundo conturbado. É aquele abrigo seguro que deve ser só nosso. Sem data marcada, sem hora e preferencialmente sem relógio para fazermos dele o que bem-quisermos, sem nada a justificar.

No silêncio de um olhar eu descobri como é bom amar.
O amor começa no silêncio de um olhar e de um toque. A linguagem do coração é o olhar e o toque. É a linguagem mais completa, mais sincera e mais rica que a gramática ou um dicionário. O amor é uma enciclopédia sem quaisquer limitações.
O olhar é uma fonte gramatical, sem tradução para dicionário!
O olhar é uma fonte de afectos! Através dele podemos encurtar distâncias que as palavras não conseguem. Consegue-se transmitir amor, carinho e proteção.
Falar através do olhar, podemos dizer as mais belas e sinceras palavras que podemos pronunciar. No silêncio do olhar, são reveladas palavras que por vezes não são faladas por não existirem no dicionário, nem serem traduzíveis.
O olhar é uma fonte de amor, energia e inspiração!

Nos tempos de hoje fala-se muito e ouve-se pouco. Mas o mais importante mesmo, é por vezes estarmos calados e ouvir o nosso próprio silêncio.
O silêncio também é uma forma de partilha. Por vezes o que é partilhado num silêncio é mais genuíno e intenso do que é dito em palavras. O silêncio é genuíno, palavras podem ser falsas e ocas!
Partilhar momentos importantes com a pessoa que amamos em silêncio, é uma experiência maravilhosa. Podemos amar com os olhos. Podemos amar com sorrisos e até com lágrimas. O olhar e o tocar diz tudo. Mas hoje em dia há demasiadas tecnologias que nos roubam os olhares. Ou seja, os melhores momentos. Hoje em dia já quase ninguém se olha como antigamente.

O silêncio a dois é sinónimo de cumplicidade partilhada.
Quando o simples olhar significa mil palavras, o amor atinge a sua plenitude e os dois corações fundem-se em apenas um só!
Muitas vezes o medo de não ser amado, faz a distância parecer maior que todos os espaços. Trava, bloqueia a voz, enquanto os pensamentos se embaralham, tropeçam nas dúvidas, nas incertezas do querer e de poder dizer. E este é justamente o tamanho da distância que se opera, mesmo que seja em segundos, faz tornar o tempo infinitamente maior. E como resultado o que poderia ser o céu, passa a ser um inferno, levando a caminhos cada vez mais distantes. Há que se buscar espaço, não antes de dizer com os olhos, aproximar de facto os corações, que dirão mais que os lábios, sobre o querer em questão.
Ama-me num silêncio com os olhos e com o coração!

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