Palavras que nos fogem


Quando nos fogem as palavras, muito fica por dizer, por explicar ou até mesmo entender. Quando as palavras nos fogem a meio de um diálogo, fica a pairar um misto entre verdade ou mentira, realidade ou fantasia, certeza ou incerteza, uma terrível sensação amarfanhada pela dúvida e incompreensão.
O que fazemos quando nos fogem as palavras? O que fazemos quando temos tudo para dizer e nenhuma letra é dita? Como podemos deixar ficar os sentimentos em stand by, se as palavras ficam presas cá dentro? Como podem elas nos fugirem ou se esconderem, quando mais precisamos delas? Como fazemos para elas saírem e fluírem no seu fluxo normal?
Desde sempre que eu ouvi dizer: palavras leva o vento. E é verdade, palavras podem ser oucas e moucas. As palavras podem ser enganosas, quando não exprimem verdadeiramente o que sentimos. Na verdade, as palavras não precisam ser ditas. As palavras mais verdadeiras e sinceras são ditas através dos gestos do corpo e das atitudes que tomamos.
A atitude fala e o corpo expressa!

Gestos e atitudes, são palavras não ditas, mas palavras bastantes expressivas e entendedoras.
Basta um bom dia, olhos nos olhos, embrulhado num abraço ao acordar, são as melhores palavras que me fazem acordar mais bem disposto e essas palavras bastam-me para começar o dia da melhor forma. São palavras assim que nos sabem tão bem e nos fazem sorrir. E quando sorrimos, trazemos e mostramos o que há de melhor em nós.
Um abraço é a forma mais aconchegante e protectora que podemos receber.
Um abraço é o encontro de duas almas.
Um abraço sincero, sentido, calmo e reconfortante logo pela manhã, é a forma mais bonita de começar um novo dia. Um daqueles abraços que me pedes e mesmo sem me pedires, eu abraço-te.
Um abraço carrega as energias necessárias para o novo dia que começa.
Num abraço não são preciso palavras para demonstrar o carinho e o amor que se tem.
As palavras fogem. As palavras escondem-se. As palavras não chegam. As palavras são intraduzíveis e são escassas.
No amor não são precisas muitas palavras, mas sim, gestos e atitudes que confirmem e demonstrem.
O amor não se compra, nem se vende. Podem existir lindas conversas românticas, mas isso por vezes não serve de nada, se não for verdadeiramente sincero com os sentimentos.
Nem sempre é fácil dizer em palavras o turbilhão de emoções que anda cá por dentro. Há gestos. Há atitudes. Há comportamentos… capazes de falar mais que as minhas palavras.
Tento falar, mas tropeço nas minhas palavras. As palavras fogem-me, embrulham-se, não saem e quando elas saem, saem sem nexo.
A mim, resta-me apenas escrever. Escrever para arrancar e sacar cá de dentro de mim as palavras que me fogem e que se escondem. Se queres saber, ver e ouvir as minhas palavras, olha para os meus gestos. Eles vão dizer-te o que te tento dizer e te demonstrar.
Tudo o que é mais difícil, é mais verdadeiro e sentido dentro de nós.

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