O Meu 25 de Abril


25 de Abril!
Um dia que ficou conhecido como a revolução dos cravos ou revolução de abril. Uma data que ficou marcada por um grupo de militares ter derrubado a ditadura em Portugal e ter devolvido à população a liberdade e a liberdade de expressão.
E é assim como eu por vezes me sinto também. Vontade de me libertar e deixar fluir esta sensação de que tenho vontade vomitar e deitar tudo cá para fora. Tem dias que me sinto assim. Tem dias que só me apetece fazer uma revolução dentro de mim e de colocar em marcha o plano da minha revolução.
Há um fogo que me queima e que me consome dia após dia sem se importar com as circunstâncias nem com as consequências que elas têm em mim. É um vulcão em erupção que expele por todos os lados desejos incandescentes, atingindo grandes labaredas de vontades flamejantes.
Há um fogo dentro de mim que me ilumina e que me abraça. Há um fogo dentro que me arranca e que me cega. Há um fogo dentro de mim que me deixa entre o céu e o inferno. Há um fogo dentro de mim que é gelo e é fogo. Há vários fogos dentro de mim que vibram entre várias dimensões de virtualidades permanentes ao redor de dualidades presentes.

Preciso de uma revolução dentro de mim! Preciso de me libertar, de me soltar, de exprimir tudo aquilo que sinto aqui dentro, tudo aquilo que vai aqui dentro de mim, libertar-me das correntes que me prendem e que me aprisionam. Deixem-me soltar desta prisão que me segura e não me deixa ir. Deixem-me libertar de tudo o que me prende, de tudo o que não me deixa fazer ou dizer. Tenho o meu mundo virado de pernas para o ar. É assim que está o meu mundo. Tem dias que me faz falta o teu colinho para recarregar baterias e antes que tudo desabe à minha volta. Quero ir ter contigo e dizer-te: GOSTO DE TI. Como é que 3 palavras custam tanto a dizer? Como é possível não dizermos a alguém de que gostamos dela? Como é possível não dizermos o que sentimos? Como é possível não darmos aquele abraço apertado cheio de sentimento? Como é possível que deixemos isto tudo acontecer? Os tempos são curtos e rápidos é amanhã pode ser tarde demais. Tarde demais para tudo! Por isso, antes que seja tarde de mais, tenho que derrubar as minhas barreiras e saltar os obstáculos. Tenho que arregaçar as mangas, ir para a luta e criar o meu próprio 25 de Abril. Marchar, marchar e marchar. Lutar, lutar e lutar. E no final desta revolução, poder sentar-me a olhar o céu e a ver as estrelas brilharem lá em cima e perder-me pela sua beleza e imensidão, pois são elas que me vão cobrir os meus sonhos de brilho e de luz e na melodia do cintilar das estrelas, aí sim! Aí os bons tempos vão chegar. E aí vou chegar até ao pé ti e dizer: GOSTO DE TI e GOSTO DE GOSTAR DE TI!

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