É o medo ou o desejo que nos domina? Parte 1


Existem forças estranhas dentro de nós. Forças essas secretas que nos vão ditar qual é o nosso nível de coragem e qual o nosso nível de cobardice. Sim, isso mesmo que acabaste de ler: cobardice. E o fato de termos cobardice dentro de nós, não nos faz de nós nenhuns cobardes. Ter cobardice não é o mesmo que ser cobarde.
Cobarde é aquele que deixa que a cobardia se sobreponha à sua coragem, e quando isso acontece, então aí sim! Aí é ser cobarde.
Cobarde é aquele que não se dispõe a abrir a novos horizontes e a conhecer novos caminhos. É preciso ter coragem e força para enfrentar os obstáculos que daí advém e o cobarde não tem coragem.
Cobarde é aquele que não tenta e foge da luta. É preciso ter coragem para arregaçar as mangas, sair da zona de conforto para lutar pelos seus objetivos.
Cobarde é aquele que fala da pessoa pelas costas, que mente, manipula e trai. É preciso ter a coragem de falar de frente e falar olhos nos olhos.
Há cobardes que se desculpam com o fato de terem medo. Cobarde é cobarde e ponto final. Não há desculpas para o fato de serem cobardes.
O cobarde nunca vai evoluir. O cobarde nunca vai assumir nada. O cobarde não tem coragem. O cobarde é apenas cobarde. O cobarde vai andar na sombra, à espreita, mas sem nunca se afirmar ou assumir. Já agora o medo é o oposto, é uma sensação de estado de alerta e uma reação involuntária natural do ser humano ao querer mudar, arriscar, crescer e evoluir nas suas escolhas da vida. Para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.
O medo é sentir, é doer, é evoluir e regredir também. O medo nem sempre é uma construção. Por vezes, acaba numa destruição. Mas quando o medo é evolução, sobrepõe-se a qualquer obstáculo. Não tenhas medo ou receio de mudar. O que não se aprende com amor, aprende-se com dor.
Sentir medo é algo absolutamente normal e entendê-lo é fundamental para enfrentá-lo. O medo é um sinal de alarme e de perigo talvez. É um sinal de sobrevivência e uma segurança quando estamos perante a enfrentar o desconhecido.
Mas o que é o medo? De onde é que ele vem? Porque é que tememos o medo? Como é que o podemos enfrentar?
O medo está associado ao desejo. Não há medo sem desejo, nem desejo sem medo. Quando avançamos para algo de diferente, fora da nossa zona de conforto, algo novo na nossa vida, é aí que o medo surge. Podemos olhar para o medo como olhamos para uma escada. Uma escada onde o medo situa-se em baixo e o desejo situa-se no topo da escada, ou melhor, de uma escadaria. Olha para a longa escadaria do Bom Jesus em Braga como exemplo. Uma escadaria com 573 degraus. Isso mesmo que estás a ler. Olha para a escadaria do Bom Jesus em Braga para vencer o medo.
Subir esta escadaria não é fácil. É preciso ter muita vontade de vencer, ultrapassar, aprender e entender. É preciso estar preparado para subir, e degrau a degrau deixar ficar para trás aos poucos o medo. É uma subida de dor, mas também de alegrias, é preciso persistência para não desistir de subir a longa escadaria. Por vezes, há solidão nesta subida, mas se não enfrentarmos o medo, então não aprendemos nada. Deixámos que o medo nos dominasse.

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