O amor é um jogo a dois


O amor é um jogo de ombro a ombro, nem um mais à frente, nem mais atrás. É um jogo a dois e nunca um contra o outro. É um eterno jogo amoroso de investimento para reforçar e fortalecer a dupla, para cimentar e fazer funcionar a relação a dois.
Cada um deve ser aquilo que é. Tudo deve acontecer naturalmente e não como uma disputa de um prémio em jogo. O amor é um jogo a dois, mas nunca uma competição de quem está ou vai à frente, ninguém pode estar à frente, mas sempre ao lado. O amor não é um jogo de poder, não é um jogo do quase vale tudo. O amor é um jogo de confiança. É um jogo de transparências. É um jogo de renúncias. É um jogo de paciência. É um jogo de respeito e de cedências. O amor é um jogo de agradar e ser agradado. De cuidar e de ser cuidado. De seduzir e ser seduzido. De surpreender inesperadamente e de ser surpreendido. De amar e ser amado. Ter de ceder também tem que ser natural. Não é porque fica bem ou simplesmente porque apetece, mas, porque é o que faz sentido. Faz sentido limar arestas entre o casal, ninguém é perfeito e não existe encaixes perfeitos numa relação, só com as cedências de parte a parte tudo se encaixa naturalmente. Ninguém é perfeito. Ninguém disse que tudo seria perfeito e fácil. Se o outro nos ajudar a ser uma pessoa melhor, ainda bem. É amor natural. Ninguém deixa de ser ele próprio por limar algumas arestas daquilo que é.
A maior parte das relações que não dão certo, é porque ainda existem arestas por limar na relação. Existe quem crie um ideal perfeito e depois que encontra alguém, tenta aproximar esse alguém ao seu ideal perfeito limando arestas como lhe convém. Mas quem se sentir feliz assim, quem achar que deve ser assim, quem achar que isso é o amor, que seja feita a sua vontade. A maior parte das pessoas devia ficar contente e feliz com o amor que tem, sem necessidade de escarrapachar em público o que tem e o que sente por alguém. O ser humano hoje em dia tem uma grande necessidade em mostrar e exibir. ” Ai eu amo-te!” “Eu adoro-te!” “E és isto e aquilo”. Porque não o diz em privado a quem interessa, a quem faz sentido dizer? Não precisa vir para praça pública dizer quando não o faz em casa. Não tem que vir exibir aquilo que não são. Passam mais tempo a mostrar ao mundo de quem gostam, do que à própria pessoa de quem dizem que gostam.
Parem! Chega de exibicionismos. É tão fácil agradar alguém quando se quer.
Chega de mentiras. Chega de enganos. Chega de verdades distorcidas. Chega de magoar. Chegar de esperar. É hora de amar!
O amor é um jogo a dois e não um jogo de lotaria.
Amor. Confiança. Transparência. Renúncia. Cedência. Respeito. Paciência. Quem ama doa-se incondicionalmente. O amor a dois tem que ser recíproco para ser verdadeiro e trazer felicidade. Enfim, o amor é o mais sublime de todos os sentimentos e nada melhor que amar alguém e ser amado.
Se existe algo onde a perfeição vive, essa perfeição existe no amor verdadeiro.
A regra fundamental para o jogo a dois, é simplesmente Sentir!

Deixe uma Resposta

Please log in using one of these methods to post your comment:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s