Os carnavais de antigamente


O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Tem sua origem no entrudo português, onde, no passado, as pessoas jogavam umas nas outras água, ovos e farinha. O entrudo acontecia num período anterior à quaresma e, portanto, tinha um significado ligado a liberdade. Este sentido permanece até os dias de hoje no Carnaval.

A origem do Carnaval se perde no tempo. Há mesmo quem afirme que o Carnaval já existia há mais de 10 mil anos antes de Cristo. Mas, tão antigo assim ou não, uma coisa é certa: o Carnaval sempre foi um período de alegria, brincadeiras, dança, música e disfarces.

O Carnaval brasileiro, originou-se do Carnaval português, que era bastante violento. Nas ruas fazia-se guerra de cascas de ovos com farinha de gesso dentro, guerra de ovos crus, guerra de milho e feijão. Luvas cheias de areia e cabaças de cera com água de cheiro eram atiradas nas cabeças das pessoas. E até vassouradas e colheradas de pau eram distribuídas.

Durante três séculos nosso Carnaval foi assim. Muita alegria, mas muita pancadaria também. Somente a partir do século XIX o Carnaval foi ficando menos violento. Sua principal brincadeira passou a ser o limão de cheiro, que era atirado nas pessoas. O limão de cheiro era um recipiente de cera parecido com uma laranja, cheio de água.Quem passasse pelas ruas… ficava todo molhado!

Depois as máscaras e as fantasias, é que tomaram conta do Carnaval. Nas ruas surge o Zé Côdea, que é o “sujo” que hoje todos conhecemos. Surge o Pai João, usado pelos negros, o velho, o burro doutor, o bebê, a caveira ou morte, o urso, os travestis, o índio, o padre, o palhaço e o diabinho, que foi a fantasia mais usada até mais ou menos 1930.

Nos bailes da alta sociedade, a fantasia mais usada era a de dominó que consistia em um vestido escuro, com capuz e uma máscara tapando o rosto. Isto é, uma fantasia para não ser identificado. Mas havia também uma infinidade de pierrôs, arlequins, odaliscas, príncipes, princesas, marinheiros, polichinelos, jardineiras, chicards. As fantasias eram obrigatórias e quase toas eram copiadas de modelos franceses.

Nessa época (final do século XIX e início do século XX), os brinquedos preferidos eram, além do limão de cheiro, as línguas-de-sogra, as sombrinhas japonesas, as serpentinas, os narizes postiços, os óculos coloridos, as borboletas, os lança-perfumes e uma quantidade enorme de flores e confetes, com que se faziam batalhas nas ruas. Surgem os cordões mascarados que dançavam, tocavam e cantavam, conduzidos por um mestre. Além disso, aparecem os ranchos, os estandartes, os blocos e os corsos, que eram desfiles de carros no meio de uma guerra de confetes e serpentinas.

Mas, com a grande crise econômica de 1930, o Carnaval, sobretudo no Rio, muda. As sociedades carnavalescas passam a ter que ser financiadas pela prefeitura. A tradição dos corsos vai desaparecendo, a quantidade de confetes, serpentinas, máscaras e fantasias diminui. É nessa época que o “sujo”, com sua aparência miserável, torna-se a figura mais comum de nosso Carnaval. Que não acabou. Apenas ficou diferente.

Carnaval de Antigamente (1)
Carnaval de Antigamente (2)
Carnaval de Antigamente (3)
Carnaval de Antigamente (4)
Carnaval de Antigamente (5)
Carnaval de Antigamente (6)
Carnaval de Antigamente (7)

Fonte: pmemoria

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