A escapadinha perfeita para este carnaval: roteiro pelas aldeias históricas de portugal


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O slogan diz tudo: “um destino que são 12”. Todas no interior da região centro. Umas mais perto do que outras, mas cada uma com a sua história e a sua riqueza patrimonial. Nunca pensei que ainda tivéssemos aldeias inteiras e castelos tão bem preservados. E cada aldeia é mais bonita do que a outra.

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Dia 1 – Monsanto e Idanha-a-Velha

O marco das Aldeias Históricas não deixou margem para dúvidas: chegámos ao nosso destino. Conhecida como a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal, situa-se a 758 metros de altitude. Começámos por percorrer de carro as ruas estreitas e de pedra, até que decidimos estacionar para subir a encosta até ao castelo.

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Vale a pena percorrer o caminho por entre as emblemáticas pedras gigantes de Monsanto, incrivelmente empilhadas de uma forma quase artística que deixaria o Obélix roído de inveja.

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Não deixe de passar pelas maravilhosas Pedras Juntas, dois descomunais rochedos por baixo das quais pode arriscar a passar.

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Ao chegar ao castelo, ainda consegue ver a alcáçova, as muralhas e as torres de vigia, bem como as ruínas da Capela de S. Miguel, do séc. XII, e a Capela de Santa Maria do Castelo.

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A vista, claro, é deslumbrante e a boa notícia é que o regresso é sempre a descer. E depois desta subida, estávamos a sonhar com uns petiscos e uma imperial.

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Foi precisamente isso que encontrámos na Taverna Lusitana. Além de tostas, crepes, saladas e pratos típicos, tem uma série de petiscos. Por isso, deliciámo-nos com um prato de tremoços, azeitonas, uma tábua de queijos e enchidos e umas moelas para acabar em grande.

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A seguir, passeámos pela aldeia para abater as calorias: começámos logo pelo miradouro que descobrimos mal saímos do restaurante. Tem uma vista de cortar a respiração: os telhados de Monsanto com o campanário ao fundo parecem um quadro.

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Continuámos a passear pela aldeia, visitámos a Igreja da Misericórdia, no largo do Pelourinho, passámos pela Igreja Matriz e pela Casa de Fernando Namora. Não sabia (e perdoem-me a ignorância) que o escritor exerceu a sua atividade de médico em Monsanto entre 1944 e 1946. Estou sempre a aprender com este blog.

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Partimos para Idanha-a-Velha, que fica a 15 km de Monsanto, na esperança de visitarmos a aldeia histórica ainda de dia, mas chegámos já com o sol a desaparecer no horizonte. Apesar de o sol nos ter abandonado sem dó nem piedade, ainda conseguimos passear pela aldeia e perder-nos pelas ruas de pedra até chegarmos ao Largo da Igreja Matriz com o inevitável pelourinho.

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Seguimos em direção à Sé Catedral ou Igreja de Santa Maria que vale a pena visitar. Antes ainda passámos por uma das principais atrações de Idanha-a-Velha: o forno comunitário onde ainda se coze o pão a lenha.

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É impressionante como na aldeia ainda se mantêm intactos vestígios de várias épocas que remontam ao tempo dos romanos, tanto no exterior como no Arquivo Epigráfico, situado no jardim do antigo lagar de azeite, que reúne uma coleção de peças arqueológicas numa exibição que conjuga o passado com as novas tecnologias multimédia, através de um percurso interativo. Seguimos as indicações em busca de uma enorme azinheira que continua a crescer sobre a muralha romana: tem cerca de 150 anos e está aparentemente cheia de saúde.

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Antes de voltarmos para o Ateca, ainda arriscámos saltar por cima das poldras do rio Pônsul, uma calçada rústica construída pelos romanos para atravessar de uma margem para a outra.

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Infelizmente, a noite é que já estava a cair e não conseguimos explorar mais Idanha-a-Velha. Escolhemos ficar no novíssimo Casa de São Lourenço Burel Panorama Hotel, o primeiro 5 estrelas da Serra da Estrela, porque no dia seguinte queríamos explorar Piódão e Linhares da Beira. A viagem foi longa mas o destino compensou – e muito. A Casa de São Lourenço é um refúgio de montanha de luxo com uma vista deslumbrante para as montanhas da Serra da Estrela e para o Vale Glaciar do Zêzere. Imagine um hotel de 5 estrelas, com o conforto de um spa de montanha com uma decoração contemporânea, peças de design e detalhes de burel em cada canto.

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Já para não falar do incrível restaurante que, além de uma vista espetacular, tem um chef super talentoso que criou uma carta com pratos típicos absolutamente divinal.

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A Casa de São Lourenço merece um post à parte mas, para resumir, é a melhor opção na Serra da Estrela. Não é tão perto assim das aldeias históricas, mas nós não nos importamos de fazer mais uns quilómetros para dormir num hotel destes. Além disso, fica a apenas 27 km de Linhares da Beira.

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Dia 2 – Piódão e Linhares da Beira

No dia seguinte, depois de um pequeno-almoço de rei no hotel, rumámos a Linhares da Beira e ao Piódão.

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Optámos por ir diretos ao Piódão e, no regresso, passávamos por Linhares, já a caminho do hotel. E assim foi. A chegada a esta pequena aldeia é sinuosa, ao longo da Serra do Açor, mas é uma delícia.

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Com cerca de 50 habitantes, a aldeia do Piódão é famosa pela sua disposição em anfiteatro, e há quem lhe chame presépio de xisto. As casas distribuem-se em redor dos socalcos, por entre estreitas ruelas, dando um encanto especial à aldeia. O azul dá-lhe cor e o xisto dá-lhe graça. Está nas casas, nas ruas, em todo o lado.

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Percorremos a aldeia até lá acima, onde fica a Capela de São Pedro, e descemos pelas ruas e becos até chegarmos à Igreja Matriz, com as suas originais torres em cone, paredes brancas, com detalhes azuis e portas encarnadas, que contrastam com o xisto dominante.

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Continuámos a passear e apercebemo-nos de que, se ouvirmos com atenção enquanto percorremos as ruas íngremes, se ouve em fundo o som de um fio de água em cada esquina: é a chamada Levada. Reza a lenda que aqui se refugiou um dos assassinos de Inês de Castro: Diogo Lopes Pacheco. Aliás, são apelidos ainda hoje muito comuns no Piódão: os Lopes e os Pachecos.

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Quando chegámos, já passava da hora de almoço. Por isso, em vez de almoçarmos os pratos típicos no restaurante Delícias do Piódão, com uma vista agradável para a serra, acabámos por entrar n’ O Solar dos Pachecos, onde nos desgraçámos com tapas e petiscos à frente de uma pequena lareira carregada de charme.

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Linhares da Beira recebeu o seu primeiro foral ainda no tempo da fundação de Portugal, atribuído pelo próprio D. Afonso Henriques. Mas só mais tarde, no reinado de D. Dinis, é que foi construído o castelo, o seu principal cartão de visita.

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A pequena loja gourmet é vizinha do Cova da Loba, o restaurante mais conhecido de Linhares. Com uma decoração sofisticada, uma carta de vinhos variada e a ementa recheada de pratos típicos da região, tem um toque gourmet. Não deixe de experimentar a famosa sopa de perdiz com boletus e shitake em massa folhada. Garanto-lhe que não se vai arrepender.

Dia 3 – Belmonte e Sortelha

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Com uma vista deslumbrante para a encosta oriental da Serra da Estrela, justifica plenamente a origem do seu nome (monte belo ou belo monte). Mas há historiadores que defendem que a origem vem de “belli monte”, que significa monte de guerra. 

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Junto ao castelo, vale a pena espreitar as duas capelas, a torre do sino, uma pequena igreja e o panteão da família Cabral, apesar das cinzas de Pedro Álvares Cabral estarem na Igreja da Graça, em Santarém.

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Que maravilha de aldeia! Parece um cenário de um filme de época. As ruas impecavelmente limpas, as casas e os edifícios perfeitamente preservados, as ruínas do castelo parece que abraçam esta aldeia

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Sortelha é absolutamente deslumbrante, com as suas construções em pedra, o largo do pelourinho em frente ao castelo, a igreja, as ruas e ruelas íngremes e de pedra, as casas pequenas mas acolhedoras com os seus telhados de cores vivas.

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Bom Carnaval para si onde quer que esteja,

Fonte: Casal Mistério

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